A Mesa
a dona da cena.
Esculpida e
talhada em carbono de lei,
mas cansada, usada, arranhada...
em suas entranhadas um rio de cicatrizes graúdas.
Era o tempo,
a vestiu de poeira e
a cobriu de teias mofadas.
Entre frutas mortas,
uma dor arquejava como um fio de luz definhando na fumaça
Um casa velha
Contei meia dúzia de brasas n'um fogão tingido de fuligem que ainda pulsava.
Entre cinzas,
a ela ardia,
a esperança ansiava.
E foi seu fim.