quinta-feira, janeiro 26, 2012

Poema Vinte-Seis


12/10/2018

Hoje

Era um poema de aniversário, que não nasceu.
O tempo renegou. 
Foi engolido no frigir das horas.
elas, alucinadas saltavam do alto d'um ferro fundido
aquecido. 
O poema que não coube em 140 [cento e quarenta] caracteres.
Escapou, era fluido demais.
Volátil, insípido, sabe? 
Moroso.
Não flutuou no mar,
sim 
o mar que engoliu minhas ideias menos sensatas, mais cafonas
CA-FON-NAS.
E fez-se um espaço vazio, o tempo não digeriu, nem a terra comeu.
Jogou no chão
Não dissolveu, ruminou.
Era um poema que não nasceu, 
nem sangrou, só padeceu.

Bottine

quinta-feira, janeiro 19, 2012